Eleições e o Whatsapp – Como controlar?

A desinformação através das redes sociais desempenhou um papel preocupante ao impulsionar o congressista de extrema-direita Jair Bolsonaro para a presidência Brasileira.

Bolsonaro não ganhou 55 por cento dos votos graças apenas à desinformação. Um forte desejo de mudança política no Brasil após um escândalo de corrupção de um ano e uma decisão judicial obrigando o corredor de frente preso Luis Inácio Lula da Silva a se retirar da corrida, ambos abriram a porta para sua vitória.

Mas a candidatura de Bolsonaro se beneficiou de uma poderosa e coordenada campanha de desinformação destinada a desacreditar seus rivais, de acordo com o jornal brasileiro Folha.

Dias antes da Toc. 28 escoamento entre Bolsonaro e seu concorrente esquerdista, Fernando Haddad, uma investigação da Folha revelou que um lobby conservador de negócios brasileiros financiou a campanha de difamação multimilionária-atividades que podem ter constituído uma contribuição ilegal da campanha.

Consequências do escândalo eleitoral
Usando o WhatsApp, um serviço de mensagens de propriedade do Facebook, os apoiadores do Bolsonaro entregaram uma investida de desinformação diária diretamente para milhões de telefones brasileiros.

Eles incluíram fotos adulteradas retratando membros seniores do Partido Dos Trabalhadores celebrando com o comunista Fidel Castro após a Revolução Cubana, clipes de áudio manipulados para deturpar as Políticas de Haddad e falsos “fact-checks” desacreditando notícias autênticas.

A estratégia de desinformação foi eficaz porque o WhatsApp é uma ferramenta essencial de comunicação no Brasil, utilizada por 120 milhões de seus 210 milhões de cidadãos. Uma vez que as mensagens de texto do WhatsApp são encaminhadas e reforwarded por amigos e familiares, a informação parece mais credível.

As consequências do relatório de primeira página da Folha obrigaram o WhatsApp a emitir um apologético op-ed.

“Todos os dias, milhões de brasileiros confiam no WhatsApp com suas conversas mais privadas”, escreveu o vice-presidente do WhatsApp, Chris Daniels, na Folha. “Como informações boas e más podem se tornar virais no WhatsApp, temos a responsabilidade de amplificar o bem e mitigar o mal.”

A empresa anunciou que iria purgar milhares de contas de spam no Brasil, claramente rotular mensagens para mostrar que elas tinham sido encaminhadas, apertar regras sobre mensagens de grupo e parceiro com organizações brasileiras de verificação de fatos para identificar falsas notícias.

O mais alto Tribunal Eleitoral do Brasil também criou um conselho consultivo na internet e eleições para investigar a desinformação nas eleições brasileiras de 2018 e propor regulamentos para limitar seu impacto em futuros processos políticos.

É um mundo definido pelo WhatsApp

O Brasil é apenas o último país a aprender que as mídias sociais podem minar o processo democrático.

Numerosos estudos confirmaram que uma mistura tóxica de má gestão de dados, propaganda orientada e desinformação online também influenciou os resultados do voto de Brexit do Reino Unido e da corrida presidencial dos EUA de 2016.

O escândalo eleitoral do WhatsApp no Brasil deve ser um alerta particularmente para outras democracias em desenvolvimento, como revelado em pesquisa que recentemente apresentei no fórum de Governança da Internet das Nações Unidas.

Isso porque as condições que permitiram que notícias falsas prosperassem no Brasil existem em muitos países latino-americanos, africanos e asiáticos.

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